No Brasil, a galera também se amarrou: This Girl é a música mais buscada no Shazam há 3 meses seguidos, alcançando a posição #30 do Top 100 do Spotify Brasil e está sendo tocada por centenas de milhares de DJs nas festas de fim de semana e pelas principais rádios pop/edm. Além disso, recebeu versões bootleg de Vintage Culture/Cat Dealers e Jakko/Marc. Ou seja, você provavelmente já ouviu em algum lugar.
E pensar que o Kungs é apenas um garoto francês de 19 anos que começou sua carreira musical há dois anos, upando em seu Soundcloud um remix do clássico Jammin`, do Bob Marley, e a ótima West Coast, uma das primeiras boas produções desse novo estilo “deep tropical house” a fazer sucesso. Em Novembro, Kungs lançou seu álbum de estreia: Layers – 12 faixas com várias colaborações, estilos e inspirações diferentes. O álbum já está disponível no Spotify, Apple Music e como CD nas lojas físicas.
A quarta faixa do álbum chama-se You Remain, e ao contrário das três anteriores, dita um tom mais acústico e reflexivo, com vocais de RITUAL, mostrando que Kungs pode sim ser artista versátil.
Pulamos Freedom e When You`re Gone , cujas vozes do Wolfgang Valbrun e da Tillie, respectivamente, são os destaques, para falar de Wild Church – a única track do álbum exclusivamente instrumental, que muito me agradou pelo lead que lembra produções do Duke Dummont ou Bakermät. Wild Church é dançante como I Feel So Good, que apesar da similaridade com This Girl, é enérgica o suficiente para empolgar uma pista.
Bangalore Streets é a oitava faixa de Layers, e essa me deixou dividido. Se por um lado o bassline meio-tempo e vocal da Freia são os pontos fortes, o drop que imita Lean Onpecou pela falta de originalidade. Já Tripping Off tem o vocal mais bonito do álbum, assim como Trust, cuja melodia encerra Layers de maneira melancólica e hipnótica.
Layers é um álbum que resume bem as diversas influências do artistas. Do blues, soul e rock ao house, Kungs varia os elementos em sons distintos que combinam coros, guitarras acústicas, pianos, belas vozes e basslines suaves para refletir diferentes emoções. Esse é o grande trunfo de Layers. Cada track traz um vocal diferente, e composições de certa forma únicas em sonoridades e batidas. Algo bem difícil de se conseguir quando falamos de álbuns comerciais.
